quinta-feira, 9 de março de 2017

A força da greve de mulheres pelo mundo


Nathalia Miliozi 



Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o 5º país com maior taxa de homicídios de mulheres. 

Em diversos idiomas e latitudes, mulheres de 57 países realizaram ontem uma Greve Internacional de Mulheres. Multidões saíram às ruas e, quem pôde, paralisou atividades produtivas ou domésticas para visibilizar a importância das múltiplas jornadas de trabalho enfrentadas por nós. Somente no Brasil, a greve – também chamada de Parada Brasileira de Mulheres – contou com adesão de mais de 80 cidades e 24 capitais brasileiras. Marchas, piquetes, uso da cor lilás, “apitaço” e conversas entre mulheres no local de trabalho sobre desigualdades eram outras formas de apoio.

Para Tati Magalhães, uma das organizadoras da greve em Brasília, políticas públicas efetivas para impedir o aumento da mortalidade de mulheres, em sua maioria negras, são pauta urgente. As manifestantes também repudiaram a reforma da previdência e exigiram o fim do racismo.
Além das motivações conjuntas, os protestos retrataram a diversidade do Brasil, com reivindicações de mulheres indígenas e quilombolas no Norte por território e a questão das hidroelétricas que afetam comunidades indígenas e ribeirinhas em localidades como Altamira.

Para Mariana Bastos, da 8M Brasil, o que aconteceu ontem é só a ponta do iceberg um movimento muito mais interessante: a construção de alianças muito potentes ao redor do mundo.  "As mulheres estão se fortalecendo. A gente está trabalhando em conjunção internacional para tentar deter um avanço conservador internacional, regional e local.” 
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