quarta-feira, 15 de março de 2017

A poesia segundo Odilo Costa, filho

Um só amor

Amores? Não. Cantei um só amor.
Não me arrependo da monotonia
nem de cantar a posse e o possuidor.
Se abelhas mansas dentro em mim havia

por que negar o vôo para a flor?
Até na momentânea nostalgia
nossa pátria era a mesma.  A própria dor
uniu mais do que junta uma alegria.

Chegou a noite e seu silêncio mas
para aclarar o mundo a luz secreta
em teu cabelo pôs manchas de prata.

E teço versos como que refaz
a vida.  Todo o meu mister de poeta
é de amor: madrigal e serenata.

Odilo Costa, filho foi um poeta, escritor e jornalista maranhense. Foi o responsável pela modernização do Jornal do Brasil (JB).
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