terça-feira, 7 de março de 2017

O pessimismo contribui para a deterioração da economia



O pessimismo do consumidor caminha lado a lado com a falta de confiança do povo brasileiro nas suas autoridades. E o pessimismo afeta o consumo e toda cadeia a produtiva, fazendo com que o país deixe de crescer e o desemprego aumente.

Com o potencial consumidor pensando duas vezes na hora de comprar, a tendência é a de que as vendas caiam e a indústria deixe de produzir e com a queda da produção, o desemprego aumente nos setores secundários e terciários.

 “As expectativas jogam um papel muito importante. As pessoas projetam as ideias que têm do futuro nas tomadas de decisão de investimento e de consumo de hoje. As firmas fazem expansões, acreditando no crescimento da economia e da demanda. Se o futuro é melhor, consome-se mais hoje”, afirmou o economista Aloisio Araújo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Só com a retomada da confiança de parte dos brasileiros nos seus governantes e nas suas autoridades monetárias é que os investidores voltarão a investir e o consumidor a consumir e país voltará a crescer.

O aumento do consumo interno é um sinal de que o país começa a sair da recessão e como consequência disso, o emprego voltará a crescer. Com o aumento do empego, o consumo aumenta automaticamente e a indústria volta a produzir e a contratar novos empregados. A retomada do crescimento afasta o fantasma da recessão.

Sem que o cidadão brasileiro volte a acreditar nas nossas autoridades, o país não sairá da recessão e o que veremos e o agravamento de uma crise econômica, que a cada dia fecha novos postos de trabalho num país que já convive com mais de 12 milhões de desempregados formais.

E o que os governantes e as autoridades monetárias poderão fazer para reconquistar a confiança do consumidor? Esse governo que ai está não inspira nenhuma confiança, então só existe uma saída: convocar uma nova eleição para que o povo possa escolher dirigentes confiáveis.


Por Joachim Arouche
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