terça-feira, 18 de abril de 2017

Eliseu Padilha e a sua difícil vida fácil



O presidente da república Michel Temer, ao manter o ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha nesse cargo de grande visibilidade e importância, atrela o seu destino ao de um ministro, cuja imagem é a pior possível, haja vista, ele constar de quase todas as delações de ex-executivos e dos donos da Odebrecht.  

Com a quebra do sigilo da delação dos ex-executivos da Odebrecht, vieram à tona informações detalhadas sobre a circulação da propina e do caixa dois que irrigava o PMDB e Eliseu Padilha é apontado pela maioria dos delatores, como sendo o principal responsável pelas negociatas e recebimento de propinas.

Ou o presidente Temer, decide pela demissão do seu principal assessor e amigo particular ou o seu governo assumirá o ônus pela permanência no governo de um ministro contra o qual pesam sérias acusações.

A principal e a mais séria acusação contra o ministro Eliseu Padilha, foi feito pelo advogado e amigo particular do presidente Temer, José Yunes, que disse num depoimento prestado ao Ministério Público Federal (MPF), que serviu de “mula involuntária” de Eliseu Padilha.

Em seu depoimento, Yunes trouxe um elemento novo ao caso contra Temer e Padilha. Segundo o advogado, o mensageiro da Obebrecht era o doleiro Lucio Bolonha Funaro, que teria mencionado em rápida conversa, financiamento a 140 deputados para "fazer o Eduardo presidente da Câmara Federal.  

Eliseu Padilha não permanecerá por muito tempo no governo, porque a cada novo dia surgem novas denúncias contra esse ministro.  
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