quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Leitura dinâmica


O presidente da república Michel Temer, o mais impopular governante brasileiro desde a fundação da Nova República, insiste em permanecer no cargo, mesmo sabendo que quase a totalidade da população brasileira o rejeita e desaprova o seu governo. Temer que com os seus parceiros, Aécio Neves (PSDB), Rodrigo Maia (DEM) e Ciro Nogueira (PP) conspiraram e se articularam para defenestrar o Partido dos Trabalhadores (PT) do poder, está provando do mesmo fel que vitimou Dilma Rousseff. E a história não o absolverá, por ser corresponsável pela tragédia que se abateu sobre este país.

Um país que nos envergonha a todos

Se alguém me perguntar se eu me ufano de ser brasileiro, principalmente um estrangeiro, ele receberá um sonoro “não” como resposta, porque não há motivos para que os brasileiros, com exceção da nossa classe dirigente, ter motivos para se orgulhar de ser brasileiro. Um país que em pleno século XXI ainda convive com a miséria absoluta, com um número de mortos por assassinato que supera ao de países que  em guerra, com uma educação e saúde pública com resultados inferiores a muitos países da África subsaariana e com um índice muito pequeno de cobertura de serviços de saneamento básico. Como se orgulhar e ufanar de ser brasileiro? Só quem anda mamando nas tetas dos governos, tem motivos até de sobra para sentir orgulho de ser brasileiro.

Abraço de afogados

O PSDB que apostou no impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff e se alinhou automaticamente com o governo do presidente Temer, tenta se livrar do peso morto representado por esse governo e o PMDB, mas não consegue, haja vista, esse partido ter se comprometido demais com um governo que é o mais impopular da história recente deste país e cujo presidente tem a maior desaprovação da história do Brasil, desde a Velha República. O PSDB e o PMDB vão dar numa praia qualquer, mortos e abraçados. Eu me arrisco até em dizer que o DEM não terá um destino diferente.

O PT já tem um plano B

Em recente conversa com um militante histórico e orgânico do Partido dos Trabalhadores (PT), eu soube que o partido, liderado por Lula, já tem um plano B, para que caso esse ex-presidente da república não possa se candidatar, o PT possa lançar mão. E pasmem! Um dos nomes apontados como sendo o plano B, é o Ciro Gomes, um político que o que tem de esperteza, tem também de verborragia, porque esse político cearense fala pelos cotovelos e acaba se perdendo nas suas elucubrações mentais. Eu cheguei a sugerir os nomes de Olívio Dutra, José Eduardo Cardoso e Fernando Haddad, nesta ordem.
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