É inegável
que o cabo eleitoral desempenha um papel muito importante para o candidato, sobretudo
para o candidato desconhecido, marinheiro de primeira viagem. Mas, é evidente que
esse mesmo personagem costuma vender gato por lembre. Um exemplo da venda de
gato por lebre: “Se considerarmos que um
filhote de gato persa com pedigree custa até R$ 2 mil, enquanto a venda de uma
lebre reprodutora, regulada pelo Ibama, não rende um décimo disso, pode-se
dizer que o ditado está errado. Mas ele surgiu na Espanha medieval, onde a
carne era escassa e a malandragem abundante”.
Na política nacional, existe a figura do famigerado cabo eleitoral,
um personagem central da política brasileira, que existe entre o candidato e o
eleitor. Não sei se em outros países existe essa figura.
O cabo eleitoral é alguém que se julga no direito de pedir votos
para um candidato que via de regra, não conhece o eleitor, o seu universo e sem
nunca ter desenvolvido um trabalho social que o credencie para disputar um
cargo eletivo.
O cabo eleitoral que usa conquistar o eleitor incauto, com
promessas demagógicas, o patrocínio de eventos (jogos de futebol, carnaval fora
de época, distribuição de abadás, pinga (cachaça) e até funeral) que reúnem um
grande número de pessoas.
Quem é o cabo eleitoral? Cabo eleitoral é
uma pessoa contratada temporariamente pelos candidatos para
trabalhar por um período determinado e com influência em sua região. Ele promove
ações como passeatas, bandeiraços e a distribuição de panfletos e
santinhos. O uso do cabo eleitoral é bom que se diga é permitido pela Lei
Eleitoral vigente.
O que é questionável na figura do cabo eleitoral, são os artifícios
usados por ele para convencer o eleitor de baixa escolaridade, o analfabeto
funcional; pessoa sem nenhuma capacidade de desenvolver uma consciência crítica,
o que leva qualquer eleitor com esse perfil a ser convencido por um espertalhão,
uma pessoa boa com boa lábia.
A propósito, a Lei Eleitoral ao invés de permitir a existência do
cabo eleitoral, deveria proibir a existência de profissional que trabalha para
convencer o potencial eleitor. Convencer é um eufemismo, porque na realidade o
cabo eleitoral ilude o eleitor.
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