domingo, 29 de abril de 2018

"Sua excelência, o cabo eleitoral"

É inegável que o cabo eleitoral desempenha um papel muito importante para o candidato, sobretudo para o candidato desconhecido, marinheiro de primeira viagem. Mas, é evidente que esse mesmo personagem costuma vender gato por lembre. Um exemplo da venda de gato por lebre: “Se considerarmos que um filhote de gato persa com pedigree custa até R$ 2 mil, enquanto a venda de uma lebre reprodutora, regulada pelo Ibama, não rende um décimo disso, pode-se dizer que o ditado está errado. Mas ele surgiu na Espanha medieval, onde a carne era escassa e a malandragem abundante”.

Na política nacional, existe a figura do famigerado cabo eleitoral, um personagem central da política brasileira, que existe entre o candidato e o eleitor. Não sei se em outros países existe essa figura.

O cabo eleitoral é alguém que se julga no direito de pedir votos para um candidato que via de regra, não conhece o eleitor, o seu universo e sem nunca ter desenvolvido um trabalho social que o credencie para disputar um cargo eletivo.

O cabo eleitoral que usa conquistar o eleitor incauto, com promessas demagógicas, o patrocínio de eventos (jogos de futebol, carnaval fora de época, distribuição de abadás, pinga (cachaça) e até funeral) que reúnem um grande número de pessoas.  

Quem é o cabo eleitoral? Cabo eleitoral é uma pessoa contratada temporariamente pelos candidatos para trabalhar por um período determinado e com influência em sua região. Ele promove ações como passeatas, bandeiraços e a distribuição de panfletos e santinhos. O uso do cabo eleitoral é bom que se diga é permitido pela Lei Eleitoral vigente.

O que é questionável na figura do cabo eleitoral, são os artifícios usados por ele para convencer o eleitor de baixa escolaridade, o analfabeto funcional; pessoa sem nenhuma capacidade de desenvolver uma consciência crítica, o que leva qualquer eleitor com esse perfil a ser convencido por um espertalhão, uma pessoa boa com boa lábia.

A propósito, a Lei Eleitoral ao invés de permitir a existência do cabo eleitoral, deveria proibir a existência de profissional que trabalha para convencer o potencial eleitor. Convencer é um eufemismo, porque na realidade o cabo eleitoral ilude o eleitor.

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