Desde a década de 80, que à violência começou a tirar o sossego do
estado do Rio de Janeiro, com os morros da cidade maravilhosa, sendo tomadas
pelo crime organizado, que segundo dizem, surgiu com o Comando Vermelho,
formado por criminosos comuns que dividiram selas com presos políticos no
presídio da Ilha grande no então município de Angra dos Reis. Nessa
convivência, os presos comuns conheceram a ideologia comunista e aprenderam a
agir sob o comando de líderes que foram doutrinados pelos comunistas.
De lá pra cá, a violência explodiu no estado do Rio de Janeiro,
que passou a conviver com o crime organizado e o aumento do consumo de drogas
ilícitas, que veio a se transformar num dos negócios mais rentáveis, porque o
consumo de drogas atingiu proporções geométricas e esse tipo de negócio sendo
feito todo ele à vista. É que ninguém compra droga fiado.
Com a política de segurança do Rio de Janeiro, passando a criar o
que se convencionou chamar de Unidade Policial Pacificadora (UPP), o crime
organizado que atuava até então só nos estados da região Sudeste, migrou para
os estados da região Nordeste, preferencialmente, para os estados, cujas
capitais estão localizadas no litoral.
É obvio que outros fatores também contribuíram para que a
violência aumentasse e se instalasse em todo país, como por exemplo, o aumento
do desemprego e a explosão populacional. A violência doméstica que produz a
desestruturação familiar, também é um fator que contribui sobremaneira para o
agravamento do clima de insegurança.
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