O excesso de festas e práticas esportivas, segundo alguns
sociólogos é alienante, porque faz com que as pessoas esqueçam a dura realidade
em que vivem e vivam exclusivamente para o entretenimento e o laser e ignoram o
seu mundo real e circundante.
Nas regiões Norte e Nordeste, esse nosso espírito festeiro e
esportivo se faz mais presente, seja através dos clubes de festas ou dos
festejos patrocinados, via de regra, por prefeitos que acreditam na política da
Festa e do Circo.
Tudo começa com o carnaval, depois vem o carnaval fora de época, na
sequência vem os festejos juninos e no espaço que separa o carnaval e o São
João, acontecem as festas dos padroeiros e padroeiras dos municípios. Sem
falarmos que no Brasil tudo é motivo de festa.
Por outro lado, o futebol faz a sua parte no capo da alienação,
com a TV Globo e os canais fechados (SporTV, Première, Fox Sport e Esporte
Interativo) congestionando a mente do povo brasileiro com jogos de futebol, basquete,
MMA e Vôlei quase que diariamente.
As festas e os esportes em geral - não permitem que o povo
brasileiro reflita sobre a sua condição de vida. Nos clássicos os estádios de
futebol estão sempre cheios, já as manifestações contra o governo são cada vez
menores.
A parada Gay reúne muito mais gente do que qualquer manifestação contra
qualquer reforma proposta pelo governo e que visa retirar direitos dos
trabalhadores, duramente conquistados.
O carnaval
anima os trabalhadores e trabalhadoras espezinhados com a barbárie farisaica
que nos ameaça, sob a pesada e sufocante exploração da terrorista reforma
da previdência e a demolição dos sagrados direitos dos trabalhadores. Essa é a
única vantagem da festa.
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