terça-feira, 17 de julho de 2018

O feminismo é um movimento libertador e liberador


As mulheres passaram a buscar dignidade a partir de um movimento apoiado pela escritora e intelectual existencialista Simone de Beauvoir (francesa), a escritora Virginia Woolf (inglesa) e pela professora e filosofa Angela Davis (norte-americana), ambas ativistas feministas. Um apoio que deu visibilidade e permitiu a sua expansão.

Angela Davis destacou-se por sua militância pelos direitos das mulheres e contra a discriminação social e racial nos Estados Unidos e por ser personagem de um dos mais polêmicos e famosos julgamentos criminais da recente história Estados Unidos. Já Virginia Woolf destacou-se pelos ensaios e livros escritos sobre esse tema.

No Brasil, o feminismo começou com a educadora, escritora e poetisa Nísia Floresta e bióloga e política Bertha Maria Julia Lutz. Depois de tomar contato com os movimentos feministas da Europa e dos Estados unidos, Bertha criou as bases do feminismo no Brasil. Uma das principais bandeiras à época era o sufrágio feminino.    

Outra mulher que se destacou no movimento feminista brasileiro foi, Rose Marie Muraro. Que estudou Física e economia e foi uma escritora e editora de grande sucesso. Nos anos 70, foi uma das pioneiras do movimento feminista no Brasil. Nos anos 80, quando a Igreja adotou uma postura mais conservadora, passou a ser perseguida pelos seus ideais. A atuação intensa no mercado editorial foi fruto de sua mente libertária, cuja visão atenta da sociedade pode ser comparada a de muito poucos intelectuais da atualidade.

Em que pese as críticas de parte das mentes conservadoras e das religiões, o movimento feminista é importante e necessário, sobretudo, nos países pobres e subdesenvolvidos, onde as mulheres, via de regra, vivem submetidas ao jugo dos homens e do estado, como ocorre na maioria dos países árabes. O movimento feminino trabalha fundamentalmente a libertação e o  empoderamento.

Por Tomazia Arouche
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