sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Com o país em guerra Lula viaja para receber medalhas e honrarias

O momento que o Brasil está vivendo, me leva a comparar uma situação vivida por um município do Meio-Oeste dos EUA,  no dia mais frio do ano, quando os pobres mortais não conseguiam dar partida nos seus carros e com a neve até os joelhos, o prefeito imprudente, curtia férias na Flórida.

Enquanto uma guerra é travada no Brasil, com a Marinha, a Polícia Federal e a Segurança Municipal (com as caras pintadas) no estado do Rio de Janeiro, tentam vencer um exército formado por soldados miseráveis, famintos, de pés descalços, e sem nenhum preparo para uma guerra regular -, Sua Excelência, o presidente da república, está no exterior recebendo medalhas e honrarias.

A farsa montada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nesses quase oito anos de governo Lula está sendo agora desmontada, com o Brasil real, substituído o Brasil ficcional. Essa guerra que o mundo inteiro está acompanhando pela televisão em tempo real, não se dá no estado do Rio de Janeiro. Há menos de um mês num presídio em São Luís, 20 pessoas foram mortas durante uma rebelião.

A violência, não é de hoje, faz parte do cotidiano do povo brasileiro, e não pode ser atribuída só a presença do narcotráfico, mas a uma série de outros problemas típicos de países subdesenvolvidos. E o Brasil, em que pese toda a propaganda oficial, ainda não conseguiu deixar a humilhante condição de um país de Quarto Mundo. Um país que não tem nenhum indicador social comparável aos do Primeiro Mundo.

Esse exército formado pelo crime organizado foi recrutado num universo, onde o estado oficial nunca se faz presente. Lá onde não tem escola, não tem esgoto, não tem calçamento. Lá onde a lei é do mais forte. Lá onde o jovem para sobreviver, é obrigado a trabalhar para os traficantes que lhe pagam um salário e ainda lhe fornece o estimulante que lhe dá fora e coragem para encarar fuzis e metralhadora.    

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