domingo, 17 de junho de 2012

Na hora agá Luiz Pagot poderá fazer uso do silêncio obsequioso


“O brasileiro, quando não é canalha na véspera, é canalha no dia seguinte”. (Nelson Rodrigues)

“O brasileiro, quando não é bandido pela manhã, é bandido à tarde. A sua natureza não lhe permite levar uma vida sem vícios, ainda mais quando estimulado por uma por boa sinecura e a chance de ganhar dinheiro fácil, como acontece, através da corrupção”. (Tomazia Arouche)

Analisando demoradamente e friamente a insistência do ex-diretor do DNIT Luiz Antônio Pagot, em querer falar tudo o que sabe, sobre as transações nada republicanas e as maracutaias realizadas entre o ministério dos Transportes, políticos e empresários, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os malfeitos e as ligações perigosas do Double de empresário e banqueiro do jogo do bicho, Carlos Augusto de Almeida Ramos, mais conhecido pela alcunha de Carlinhos Cachoeira com gestores públicos, privados e parlamentares, eu cheguei à seguinte conclusão: que Luiz Antônio Pagot está chantageando o governo, com ameaças veladas, como quem está querendo negociar o seu silêncio.

Com o governo federal sob ameaça, Luiz Antônio Pagot ao ser chamado para depor na CPI do Cachoeira, poderá propor um negócio ou receber uma boa proposta dos interlocutores do governo federal, para manter um silêncio obsequioso, em troca de uma compensação qualquer. Para calar, o cínico sempre encontra uma boa justificativa. A propósito: o Brasil é o paraíso dos cínicos, a terra fértil para o mau caráter e o Jardim do Éden para o corrupto.

Ninguém se surpreenda se o ex-diretor do DNIT Luiz Antônio Pagot ao ser convocado pela CPI do Cachoeira adote o silêncio como resposta as perguntas formuladas pelos membros dessa comissão, como já adotaram o próprio Carlinhos Cachoeira e outros depoentes.

A sem cerimônia, a desfaçatez e o mau-caratismo fazem parte da cultura do povo brasileiro. Até 'eu' posso ser um mau caráter, porque é muito difícil se combater e resistir aos apelos da cultura e da tradição. 

Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos...” (Nelson Rodrigues)

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