Os jornalistas das grandes empresas são empregados e por
uma questão de sobrevivência, falam a língua do patrão. O que no jargão jornalístico
atende pelo nome de seguir a linha editorial do jornal. Traduzindo: isso
significa dizer, que o jornalista ao escrever não deve ter opinião própria, mas
escrever em perfeita sintonia com os interesses do seu patrão, de modo a não
contrariá-los.
A frase: "Se você quer ter opinião compre uma
revista”, dita pelo maior empresário de comunicação de todos dos tempos, o
paraibano Assis Chateaubriand ao jornalista David Nasser num dia 31 de dezembro
de um ano qualquer, exemplifica muito bem a relação entre jornalista e proprietário
de jornal.
Se fiz todo esse preâmbulo, foi para comentar um texto
de autoria do jornalista Augusto Nunes publicado no blog do Noblat no dia de
hoje, sobre o aniversário da ex-primeira dama do país Marisa Letícia Lula da
Silva que contou com a presença de mais de 70 convivas e um batalhão de repórteres
e nenhum deles ousou perguntar sobre o caso Rosemary Novoa Noronha, a dileta amiga
do ex-presidente da república Luís Inácio Lula da Silva, que segundo a revista
ÉPOCA, sempre se a apresentava nos lugares como sendo a namorada de Lula.
A ausência dessa
pergunta é até certo ponto compreensível, pelo clima festivo do ambiente, o que
poderia ser tomado pela família Lula da Silva e dos petistas ali presentes, como
uma provocação. E é claro, pelos interesses das empresas jornalísticas em não
criar um atrito com aquele que realmente manda no país e até na Venezuela. Desnecessário dizer que Lula continua muito poderoso, porque é muito influente no governo Dilma.
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