terça-feira, 9 de abril de 2013

Jornalistas das empresas jornalísticas são empregados e falam a língua do dono

Os jornalistas das grandes empresas são empregados e por uma questão de sobrevivência, falam a língua do patrão. O que no jargão jornalístico atende pelo nome de seguir a linha editorial do jornal. Traduzindo: isso significa dizer, que o jornalista ao escrever não deve ter opinião própria, mas escrever em perfeita sintonia com os interesses do seu patrão, de modo a não contrariá-los.

A frase: "Se você quer ter opinião compre uma revista”, dita pelo maior empresário de comunicação de todos dos tempos, o paraibano Assis Chateaubriand ao jornalista David Nasser num dia 31 de dezembro de um ano qualquer, exemplifica muito bem a relação entre jornalista e proprietário de jornal.

Se fiz todo esse preâmbulo, foi para comentar um texto de autoria do jornalista Augusto Nunes publicado no blog do Noblat no dia de hoje, sobre o aniversário da ex-primeira dama do país Marisa Letícia Lula da Silva que contou com a presença de mais de 70 convivas e um batalhão de repórteres e nenhum deles ousou perguntar sobre o caso Rosemary Novoa Noronha, a dileta amiga do ex-presidente da república Luís Inácio Lula da Silva, que segundo a revista ÉPOCA, sempre se a apresentava nos lugares como sendo a namorada de Lula.

 A ausência dessa pergunta é até certo ponto compreensível, pelo clima festivo do ambiente, o que poderia ser tomado pela família Lula da Silva e dos petistas ali presentes, como uma provocação. E é claro, pelos interesses das empresas jornalísticas em não criar um atrito com aquele que realmente manda no país e até na Venezuela. Desnecessário dizer que Lula continua muito poderoso, porque é muito influente no governo Dilma. 

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