Até parece um movimento orquestrado, pois a cada dia, um
petista ocupa espaço na grande mídia, para desancar e desacreditar, o líder do
PMDB na Câmara Federal, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o comandante de uma
rebelião vitoriosa que provocou o esgarçamento das relações entre o PT e o PMDB
que já vinha aos trancos e barrancos.
No dia de hoje, o site Rio 247 traz uma matéria assinada pelo ex-porta-voz do presidente
Luís Inácio Lula da Silva, o petista histórico André Singer que é filho de um
dos fundadores do partido dos Trabalhadores (PT), o economista Paul Singer, onde
esse cientista político traça um perfil do líder do PMDB na Câmara Federal,
onde aparece o seu inventor, Paulo Cesar Farias, ex-tesoureiro
da campanha presidencial de Fernando Collor de Mello (de triste memória), o
deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), como um dos seus maiores amigos e Cunha como um
parlamentar de grande influência nas empresas estatais Furnas
e Eletrobras, as jóias do setor elétrico, nos governos Lula.
Depois da publicação dessa matéria, o descontentamento da
base aliada com o PT vai aumentar ainda mais, uma vez que Singer apresenta
Paulo Maluf, um grande aliado Lula e apoiador da candidatura vitoriosa de Fernando
Haddad à prefeitura da cidade de São Paulo, como sendo um político que
representa o atraso, para dizer o mínimo.
Nesse seu artigo André Singer, também revela o passado de
colaborador de Eduardo Cunha do governo de Garotinho (1999-202), no estado do
Rio de janeiro e consta também dessa matéria, a aproximação de Cunha dos evangélicos
para eleger-se deputado estadual.
O que chama a atenção do leitor desse artigo, onde André
Singer elenca as 'más companhias' e o jogo feito por Eduardo Cunha para crescer na política estadual e nacional, é o fato de Paulo Maluf,
Garotinho e Collor de Mello serem na atualidade, grandes parceiros dos petistas
e apoiadores do governo Dilma Rousseff.
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