sexta-feira, 14 de março de 2014

O Poder Legislativo e o MP deveriam fiscalizar a propaganda oficial

O Poder Legislativo e o Ministério Público deveriam fiscalizar a propaganda oficial. É tanta propaganda que o volume de recursos pagos às agencias de publicidade e aos veículos de comunicação que é capaz de o valor pago pela propaganda, em alguns casos, supere o valor desembolsado pela construção de várias obras de calçamento, por exemplo.

A prefeitura de Teresina, cujo prefeito está no seu décimo quinto mês de governo investe tanto em propaganda que até parece que o prefeito Firmino Filho está construindo ou reconstruindo um município, que há mais de um quarto de século vem sendo administrado pelo seu grupo político.

Não é crime fazer propaganda das realizações do governo, de qualquer governo, mas não é ético priorizar a propaganda em detrimento de serviços básicos e essenciais. A soma do dinheiro pago pela prefeitura de Teresina e pelo governo do estado do Piauí, nos últimos meses, por esse tipo de serviço resolveria muito dos problemas da área de saúde e educação - que são uma verdadeira tragédia.  

Ao Poder Legislativo que se fosse realmente um poder independente, caberia solicitar ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) uma auditoria nessa conta e ao Ministério Público fiscalizá-la. O MP ainda faz alguma coisa nesse sentido, mas o Poder Legislativo, esse só existe como força auxiliar do Poder Executivo.

Só a vontade de permanecer indefinidamente no poder, justifica uma prefeitura investir tanto em propaganda, quando o município não consegue oferecer aos seus munícipes um serviço de saúde de qualidade razoável.    

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