O Poder Legislativo e o Ministério Público deveriam fiscalizar
a propaganda oficial. É tanta propaganda que o volume de recursos pagos às
agencias de publicidade e aos veículos de comunicação que é capaz de o valor
pago pela propaganda, em alguns casos, supere o valor desembolsado pela construção de várias obras de
calçamento, por exemplo.
A prefeitura de Teresina, cujo prefeito está no seu décimo
quinto mês de governo investe tanto em propaganda que até parece que o
prefeito Firmino Filho está construindo ou reconstruindo um município, que há mais
de um quarto de século vem sendo administrado pelo seu grupo político.
Não é crime fazer propaganda das realizações do governo,
de qualquer governo, mas não é ético priorizar a propaganda em detrimento de
serviços básicos e essenciais. A soma do dinheiro pago pela prefeitura de Teresina
e pelo governo do estado do Piauí, nos últimos meses, por esse tipo de serviço
resolveria muito dos problemas da área de saúde e educação - que são uma verdadeira
tragédia.
Ao Poder Legislativo que se fosse realmente um poder
independente, caberia solicitar ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) uma
auditoria nessa conta e ao Ministério Público fiscalizá-la. O MP ainda faz alguma coisa nesse sentido, mas o Poder Legislativo, esse só existe como força auxiliar do Poder Executivo.
Só a vontade de permanecer indefinidamente no poder, justifica uma prefeitura investir tanto em propaganda, quando o município não consegue oferecer aos seus munícipes um serviço de saúde de qualidade razoável.
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