sábado, 14 de junho de 2014

Na Venezuela falta até caixões para os mortos

O Globo
Parentes e amigos carregam caixão da atriz Monica Spear e de seu ex-marido Thomas Henry Berry durante funeral em cemitério de Caracas - Alejandro Cegarra / AP


A crise de escassez na Venezuela chegou à indústria de caixões, criando filas também para os mortos.
A queda na produção foi de 20% a 30% este ano por falta de materiais, segundo autoridades. O preço subiu e os funerais passaram a ser adiados.
O principal item em falta são as folhas de madeira usadas na construção dos caixões, afirma Pedro Navarro, ex-presidente de uma associação de funerárias. Ele culpa a lentidão da empresa estatal Sidor.
— Algumas fábricas estão paralisadas. Outras compram folhas mais grossas — diz.
O país de 30 milhões de habitantes tem 50 fábricas de caixões. O presidente de uma das maiores fábricas afirma que faltam cola, tinta e até tecido para o interior dos caixões. fonte: blog do Noblat
A violência na Venezuela atingiu índices alarmantes
Na última segunda feira, a atriz evangélica Mónica Spear Mootz, 29 anos, morreu baleada em uma estrada no Estado de Carabobo, na Venezuela. A atriz aguardava atendimento mecânico junto ao seu marido, o irlandês Thomas Henry Berry, de 39 anos, que também foi assassinado, e sua filha de cinco anos, que foi ferida.

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