quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

CUBA aspira a um diálogo respeitoso e recíproco


No fechamento desta edição, CUBA e os Estados Unidos iniciavam, em 21 de janeiro, em Havana, conversações ao mais alto nível, nas ultimas décadas, para abrir o caminho do reatamento das relações diplomáticas e tratar de outros temas de interesse bilateral.

Uma fonte do Ministério das Relações Exteriores de Cuba (Minrex) afirmou à imprensa que nosso país vai participar destes encontros com espírito construtivo, em um diálogo respeitoso, baseado na igualdade soberana e na reciprocidade, sem abrir mão da independência nacional e a autodeterminação do povo cubano.
“Não devemos pretender que tudo seja resolvido em uma só reunião”, avaliou a fonte diplomática, após precisar que Cuba e os EUA estão dando passos para reatar os vínculos rotos há mais de 50 anos. “A normalização das relações é um processo muito mais longo e complexo, onde será preciso abordar temas de interesse de ambas as partes”.

 Acrescentou que as medidas tomadas pelo presidente Barack Obama vão no rumo positivo, mas ainda resta muito a fazer em temas como o bloqueio econômico, comercial e financeiro que esse país impõe a Cuba de maneira unilateral.

 O diplomata explicou que, após os anúncios dos presidentes Barack Obama e Raúl Castro, em 17 de dezembro passado, as partes acordaram transformar a agenda da rodada de conversações sobre assuntos migratórios que estava marcada para esta data.

Durante os dias 21 e 22 tinham sido previstos três encontros, para abordar o tema migratório, o início do processo para o reatamento das relações diplomáticas e outros assuntos de interesse bilateral e de cooperação.

 A delegação norte-americana foi presidida pela secretária assistente do Estado para os assuntos do Hemisfério Ocidental, Roberta Jacobson, a funcionária de mais alto nível que visita a Ilha desde finais da década de 70 do século passado.

 Entretanto, a parte cubana estava representada pela diretora-geral para os assuntos dos Estados Unidos do Minrex, Josefina Vidal Ferrerio.

INÍCIO DUM NOVO CAPÍTULO

 “É preciso discutir as compensações por danos e prejuízos por uma política que tem estado em vigor por mais de 50 anos.”

"Eis o nó da questão, porque os cubanos expulsos pela revolução também vão exigir a devolução das suas propriedades e a cobrança de aluguéis das casas e terras confiscadas" (Dom Severino). Fonte: Granma Online

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