terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Joaquim Levy traçou o pior cenário possível

Joaquim Levy anda sorrindo muito. Por que será?
Levy anunciou nesta segunda-feira (19) quatro medidas para o ajuste das contas públicas: A primeira é um decreto que equipara o atacadista ao industrial para o efeito de incidência no IPI no setor de cosméticos. O efeito da medida de junho a dezembro de 2015 deve ser de R$ 381 milhões na arrecadação. A segunda é o reajuste da alíquota do PIS/Cofins sobre a importação, de 9,25% para 11,75%. O impacto a partir de junho deste ano deve ser de R$ 700 milhões. A terceira é o restabelecimento de uma alíquota sobre operações de crédito de pessoa física, que passa de 1,5% para 3%. O quarto decreto altera a incidência do PIS/Cofins e Cide sobre combustíveis: o aumento das duas alíquotas juntas será de R$ 0,22 para gasolina e de R$ 0,15 para o diesel.

Os efeitos financeiros estão na ordem de R$ 2,2 bilhões na arrecadação. A intenção do ministro da Fazenda Joaquim Levy pode até ser boa mas ela penaliza a produção e o consumo. O governo melhora a sua arrecadação mas sobrecarrega quem produz. Um país que já convive com uma elevada carga tributária, não tem margem para crescer tendo que pagar mais impostos.

Somado os ajustes de tributos (mais um eufemismo criado pelo governo) aos aumentos da tarifa de energia e luz que afetam diretamente a produção, uma situação que já era de extrema gravidade, torna-se mais grave ainda.  

Um aumento de 40% na tarifa de energia arrebenta com qualquer negócio. Ao ouvir Joaquim Levy anunciar essas quatro novas medidas, eu pensava e ia ficando triste por saber das conseqüências do ajuste fiscal, do ajuste de tributos e na restrição ao crédito sobre o setor produtivo.  

A onda de demissão na indústria automobilística já começou e quando ela chegar à indústria da construção civil, ai de nós! 

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