sexta-feira, 10 de abril de 2015

São todos iguais neste jogo



São todos iguais neste jogo. Um jogo de cartas marcadas, onde quase todo mundo blefa e trapaceia.

Na política brasileira, todos os seus operadores, agentes e pretendentes a uma vaga nas esferas de Poder Executivo e Poder Legislativo fazem o mesmo jogo.

Quem acompanha as sessões da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, percebe nas acusações que trocadas entre os três maiores partidos brasileiros, a semelhança na maneira de agir dos partidos, quando representam o poder.

O PSDB que segundo alguns órgãos de imprensa comprou os votos para aprovar o instituto da reeleição, é o mesmo que nessa CPI acusa o PT de ter comandar uma quadrilha que assalta os cofres públicos, através do recebimento de propinas das grandes empreiteiras para se manter no poder.

Enquanto o PT e o PSDB trocam acusações e se digladiam nas sessões da CPI da Petrobras, o PMDB, segundo a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) se articula impedindo essa comissão parlamentar de inquérito de convocar, o lobista Fernando Soares (Fernando Baiano), de comparecer a essa CPI para ser questionado sobre o seu papel de operador do PMDB junto à empresa estatal Petrobras.

Que os políticos brasileiros com mandato são comerciantes e negocistas do voto, isso a sociedade brasileira está careca de saber. Com a condenação e prisão dos mensaleiros o país durante alguns meses acreditou que o julgamento da Ação Penal 470 teria um efeito pedagógico, ou seja, serviria como lição para que já vivia no ramo da corrupção (atividade criminosa) e inibiria a vontade de quem alimentasse o desejo de fazer parte desse jogo. Ledo engano: pois eis que veio o Petrolão, um escândalo infinitamente maior do que o Mensalão e ninguém nos garante que a corrupção no Brasil seja restrita à Petrobras, pois o juiz federal Sérgio Moro e o procurador da república Dantel Mallagnol, já admitiram publicamente a possibilidade dessa sofisticada quadrilha que roubou a Petrobras, ter outras ramificações em empresas estatais.

É óbvio que em toda regra cabe exceção. Dai dizer que existem políticos brasileiros sérios, mas infelizmente esses puros políticos representam uma ínfima minoria. Convém salientar que em todas as esferas do poder brasileiro, seja municipal, estadual ou federal, existe corrupção. Para descobrir seguidores de Marcos Valério, Paulo Duque, Yousseff, Pedro Barusco e outros menos importantes é só investigar.

No Brasil já disseram que a corrupção começou com Pedro Alvares Cabral que trocava missangas por pedras preciosas e de lá pra cá, em qualquer negócio dos governos tem sempre alguém levando por fora. Podbre Brasil!
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