segunda-feira, 15 de junho de 2015

Os fiscais de Dilma Rousseff



No primeiro governo da Nova República, o presidente José Sarney criou o Plano Cruzado, com vistas a conter a espiral inflacionária que crescia assustadoramente; que corroía os salários e reduzia o poder de compra do povo brasileiro. Um plano que no primeiro momento foi recebido como uma medida salvadora e saudada com euforia pelos primeiros resultados apresentados, que durou até o momento em que o Governo Federal pressionado pelo partido do governo, o PMDB, sempre ele, se viu obrigado a não fazer mudanças num plano que precisava ser aprimorado e ajustado a uma nova realidade. O PMDB elegeu quase todos os governadores, mas em contrapartida o Plano Cruzado se transformou num grande fiasco e Sarney no presidente mais impopular da história recente deste país.

O que aconteceu com o Plano Cruzado se repetiu com o Plano Real, criado lá atrás, no governo do presidente Itamar Franco. Um plano econômico que praticamente zerou a inflação, o que permitiu a este país experimentar um longo e sustentável crescimento econômico e o governo distribuir renda. Mas, como a presidenta Dilma Rousseff para ganhar a eleição optou por não fazer nenhum ajuste na economia, após a eleição o governo Dilma, assim como o governo Sarney mergulhou numa profunda crise que vem destruindo tudo aquilo que o povo brasileiro conquistou sob os governos Lula e uma parte do primeiro governo que veio a seguir.

A volta da inflação e a desaceleração da economia representam um grande perigo para a estabilidade politica brasileira. Daí a importância da população na fiscalização e monitorização dos preços nos supermercados e nas feiras. Só com a efetiva participação popular é que as políticas governamentais, como as de ajuste da economia poderão produzir bons no médio e longo prazo.

por Joachim Arouche  
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