terça-feira, 7 de julho de 2015

Não fazemos política com bons sentimentos



Parafraseio o inimitável e inigualável dramaturgo, jornalista esportivo e pensador, o saudoso Nelson Rodrigues ao dar a este texto um titulo inspirado na frase: “Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos...”. Uma frase emblemática pois revela a alma do povo brasileiro e o profundo conhecimento desse pernambucano do nosso caráter. Digo do nosso, porque todo brasileiro é igual, com as exceções de praxe. O brasileiro só não é sacana, mandrião, espertalhão e velhaco, quando não tem oportunidade de vivenciar a sua própria natureza. Eu, por enquanto, ainda não fui testado e nem tive a oportunidade de testar o meu caráter ou ausência dele.

Os escândalos do Mensalão, do Petrolão, dos anões do orçamento, dos sanguessugas (também conhecido como a máfia das ambulâncias), os malfeitores do primeiro governo Dilma Rousseff, a compra de votos para aprovar que criou o instituto da reeleição, dão bem a dimensão da falta de bons sentimentos da nossa classe dirigente (dos nossos políticos). Isso quer dizer que na política partidária todos os brasileiros se nivelam por baixo. Nessa relação de escândalos citada todos os partidos estão representados.  

O PT tenta livrar a sua cara desse mar de lama de escândalos patrocinados pelos seus governos apelando para uma saída no mínimo escrota, que é colocar todos os partidos num mesmo nível. O que é verdade, mas ocorre que o PT chegou ao poder montado num discurso moralista e moralizante. O que não colocou em prática, muito pelo contrário, os petistas radicalizaram na safadeza. O Mensalão e o petróleo que não me deixam mentir.

A cultura da safadeza faz parte da nossa natureza. Diante dessa triste e grave constatação, só nos resta apelar para a aplicação das leis, porque nós não temos senso de justiça.

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