quarta-feira, 15 de julho de 2015

PT e PMDB: abraço de afogados



O PMDB liderado pelo presidente da Câmara Federal, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tenta afastar-se do governo Dilma Rousseff, como se dele não fizesse parte. O que não é possível, a não ser que o vice-presidente da república, o peemedebista Michel Temer renuncie e os peemedebistas que ocupam cargos no governo tomem a mesma decisão.

O PMDB que ocupou e ocupa a vice-presidência da república nos dois governos da presidenta Dilma Rousseff é corresponsável pelos acertos e erros desse governo que enfrenta uma grave crise de credibilidade, por ter permitido que a maior estatal brasileira fosse assaltada por uma quadrilha, muito mais sofisticada do que a que criou e operou o Mensalão. Isso quer dizer que se Dilma Rousseff tem culpa pelos desmandos administrativos que culminaram com a roubalheira na Petrobras, o vice-presidente Michel Temer também tem.

O PMDB que preside as duas casas do Congresso Nacional, está passando pelo constrangimento de ter que conviver com as ameaças que pairam sobre os mandatos dos presidentes da Câmara Federal, Eduardo Cunha e do Senado, Renan Calheiros. É que esses dois nomes constam da lista de políticos que estão sendo investigados pela Operação Lava Jato.

Essa história do PMDB anunciar que vai ter candidatura própria em 2018 à presidência da república é blefe. O que o PMDB quer mesmo é livrar os seus líderes do desgaste e desastre político iminente e responsabilizar o Partido dos Trabalhadores (PT) por essa onda de escândalos que ameaçam a governabilidade do país.

O Brasil é governado pelo PT e PMDB. Diante dessa constatação, o PMDB não tem como fugir da responsabilidade.
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