sexta-feira, 10 de julho de 2015

“Tudo que é sólido desmancha no ar”

Esta frase que dá título a este texto alude a uma frase do manifesto comunista dos teóricos comunistas Karl Marx e Friedrich Engels, mas usada aqui no sentido da impermanência das coisas, ou seja, da transitoriedade e de que nada é definitivo.

Fiz este preâmbulo para comentar a frase da presidenta Dilma Rousseff - que em entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo, ao ser questionada sobre a possibilidade de vir a sofrer um impeachment, saiu-se com a seguinte frase: “Eu não vou cair, eu não vou cair, eu não vou…” e no dia seguinte, o presidente da república em exercício, o peemedebista Michel Temer ao ser questionado sobre a frase da presidenta, respondeu dizendo: “Não precisa segurar Dilma, ela não cai”.

A presidenta Dilma Rousseff só não cai se nada ficar provada contra ela na Operação Lava Jato, um escândalo que já apontou mais de três dezenas de políticos da base aliada e da oposição como beneficiários de um esquema sofisticado de assalto aos cofres do país.

A prisão do tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) e amigo pessoal do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, ainda não ameaça o governo Dilma Rousseff, mas já bateu às portas do partido da presidenta, o que fez despencar a aprovação desse governo.

A situação da presidenta Dilma Rousseff neste momento não é confortável e poderá ficar menos confortável ainda, caso o seu criador e fiador, o ex-presidente Lula seja denunciado pela Operação Lava Jato. Lula ainda vai ter muito que explicar sobre suas ‘ligações carnais’ com donos das maiores empreiteiras deste país.

por Joachim Arouche
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