domingo, 16 de agosto de 2015

A poesia segundo Paulo Leminski



Voláteis

        Anos andando no mato,
nunca vi um passarinho morto,
        como vi um passarinho nato.
        Onde acabam esses voos?
Dissolvem-se no ar, na brisa, no ato?
        São solúveis em água ou em vinho?
       Quem sabe, uma doença dos olhos.
Ou serão eternos os passarinhos?
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