sexta-feira, 14 de agosto de 2015

A vida não para

Como a vida não para, o tempo veloz acelera o processo do envelhecimento, que nos aproxima rapidamente de destino do qual não se pode escapar.

Não temo a morte, porque sei que se trata do nosso destino trágico e definitivo. O que me tira o sono é pensar na possibilidade de que eu venha a ficar preso numa cama, num leito de hospital, sem autonomia e sujeito aos humores e disposição de parentes ou cuidadores em lidar com resto humano.

A impotência produzida pela velhice é uma condição que ninguém em sã consciência aceita sem rebelar-se e gritar contra um destino implacável e um criador que por puro sadismo nos colocou no mundo para sofrer.

E a religião ainda faz de nós seres permanentemente consumidos pela ideia de pecado. Pecados no plural, que nos impedem de viver intensamente, enquanto nos resta potência.   

Tomazia Arouche

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