quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Impeachment não é golpe, mas é preciso prudência nesta hora




O impeachment não é golpe, mas é uma medida extrema e por ser extrema comporta perigo, até de uma convulsão social. O MST, os movimentos sindical e estudantil aparelhados pelos sucessivos governos petistas - estão ai mesmo.  


Mas, para o bem ou para o mal – e a não ser que se prove de forma documentada um envolvimento direto de Dilma no escândalo da Petrobras – ser uma péssima governante, incoerente com o que passou a vida defendendo e negligente até mesmo na área em que é especialista não justificam o impeachment. O remédio contra tudo isso são as eleições, escolhendo melhor em quem votar.
 
Defender o impeachment da presidenta Dilma Rousseff ainda não cabe, porque ainda nada ficou provado sobre a sua participação no escândalo do que se convencionou chamar de Petrolão ou da sua conivência com os operadores desse esquema criminoso. É preciso separar as coisas e não misturar alhos com bugalhos, ou seja, não colocar Dilma, Zé Dirceu e Vaccari num mesmo balaio. Dilma Rousseff até aqui é uma pessoa limpa.

Fernando Collor de Mello só sofreu o impeachment, porque ficou provado a sua ligação carnaval com o seu operador, o alagoano Paulo Cesar Farias. Um ingênuo se comparado com aqueles que estão vendo ‘o sol nascer quadro’ em Curitiba, os membros de uma organização criminosa que assaltou o país.

Uma pergunta que não quer calar: quem colocar no lugar de Dilma Rousseff num eventual impeachment da presidenta? Olho com lupa e não vejo no mundo político ninguém com ‘envergadura moral’ para substitui-la. Repito: Dilma Rousseff é uma coisa e a turma da bufunfa é outra. Não dá para comparar Dilma Rousseff com José Dirceu, Delubio Soares e José Genuino. Esse último, um dos poucos guerrilheiros que sobreviveram na Guerrilha do Araguaia, sem nenhum tipo de trauma físico ou psicológico. Por que será? Assim como eu, muita gente no Brasil não consegue entender o porquê do Exército ter poupado esse comunista.

O povo brasileiro deve dar mais um voto de confiança a presidenta Dilma Rousseff, para que ela consiga debelar as crises política e econômica. Com um governo tampão, nada sugere que essas duas crises sejam debeladas.


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