quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Fora do ajuste fiscal não há salvação nacional possível



Não cabe aqui neste espaço ficar buscando culpados pelas crises política, econômica e financeira que o Brasil atravessa neste momento. Crises que ameaçam jogar este país na mais terrível de todas as crises: a Crise institucional - que significa que as instituições (Poder executivo, Poder Legislativo e Poder Judiciário) se revelaram incapazes para manter o governo funcionado, haja vista, o povo ter perdido a confiança naqueles que tinham a responsabilidade e a delegação desse mesmo povo para governar o país.

Pesquisas revelam que 75% da população brasileira não confiam nos políticos, nos partidos e que 69% também não confiam na justiça. O governo da presidenta Dilma Rousseff só tem 7% de aprovação. Uma aprovação que de tão baixa retira a legitimidade desse governo.  

Mas, pior do que a situação desse governo é a incerteza quanto ao futuro de um país, cuja população não confia numa classe dirigente - representada por políticos e autoridades que aos olhos do povo brasileiro não são confiáveis.  

O PMDB que numa eventual renuncia ou impeachment da presidenta Dilma Rousseff deveria assumir o governo está tão envolvido no escândalo da Petrobras, quanto o partido da presidenta. É a velha história que diz: “Se correr o bicho pega e se ficar bicho come”.

Fiz todo esse preâmbulo para dizer que sem o apoio do Congresso Nacional ao governo da presidenta Dilma Rousseff, para a aprovação do ajuste fiscal tão necessário ao equilíbrio das contas do governo e a manutenção dos programas sociais, este país corre um sério risco de ingovernabilidade e o caos se encarregará de nos jogar num abismo profundo.

Ouso afirmar mais uma vez que sem a formação de um Pacto Social o Brasil estará condenado a viver dias de muito 'choro e ranger de dentes'. Só um grande esforço de união nacional nos salvará do apocalipse.

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