quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O pensamento único e os invertebrados

No estado do Piauí, o sujeito para se dar bem, se não tiver inclinação para praticar o puxa-saquismo, precisa fazer um curso sobre bajulação. Não é à toa que o estado do Piauí é conhecido nacionalmente como a terra do amém.

Entra ano, sai ano e a imprensa piauiense continua a mesma, ou seja, não ousa discordar dos governos de plantão e só serve para reproduzir a vontade dos atuais governantes, sem exercer a criticidade.

Nesse aspecto, convém salientar que existe um tipo de acordo firmado entre os veículos de comunicação no estado do Piauí, pois um programa jornalístico é a cópia do outro, com pequenas diferenciações, no que tange ao emprego de humor como quadro dentro do programa.

É muito comum se ouvir das pessoas comuns a seguinte afirmação: a TV, o jornal, o rádio e o site de notícias no Piauí só criticam os governantes piauienses, quando o pagamento da fatura atrasa. Esse é um forte argumento para os meios de comunicação cobrarem as faturas em atraso.

Os jornalistas, apresentadores e comentaristas dos programas políticos seguem religiosamente a orientação das emissoras em que trabalham e fazem exatamente aquilo que se convencionou chamar de linha do veículo de comunicação. Quem ousa ter autonomia e personalidade própria tem vida curta na imprensa piauiense. A propósito: a imprensa piauiense, de um modo geral, se caracteriza pela submissão ao sistema dominante e a falta de vocação para fazer um jornalismo crítico. 

Sebastião Carlos do Nascimento Moreno

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