sábado, 27 de fevereiro de 2016

Para nossa reflexão e um apelo ao bom senso



“Nos salvaremos todos ou nós todos seremos derrotados. É que diante da grave situação que este país atravessa, não existe salvação individual, ou seja, não existe a possibilidade de os partidos de oposição, caso venham assumir o governo, resolver os nossos graves problemas de natureza política, econômica, moral e ética”. (Tomazia Arouche)

A Espanha durante a sua transição política, sob os auspícios do rei Juan Carlos e de um governo Constituinte, em 25 de outubro de 1977 assinou no Palácio de Moncloa, um acordo sobre um programa de consolidação e reforma da economia e um acordo sobre um amplo programa de ações políticas.

Esse pacto conseguiu colocar numa mesma mesa todos os partidos políticos, chegando a um consenso histórico sobre todos os assuntos que afetavam ao país e sobre as reformas necessárias, sendo as principais as reformas: fiscal, previdenciária, jurídica e política. Não necessariamente nesta ordem.

Um pacto neste molde é que eu venho propondo ao país, porque como diz a antropóloga Tomazia Arouche, na abertura deste texto, no Brasil não existe salvação possível de maneira individual ou através de um único partido.

Esse pacto deverá ser feito com a participação do governo federal, dos partidos políticos, da CNBB, ABI, OAB, centrais sindicais e da Federação Nacional das Associações de Moradores e Favelas.

Com o governo e a oposição num verdadeiro cabo de guerra, onde cada um puxa para o seu lado e a imprensa pregando o pessimismo, a cada dia que passa a situação do país torna-se cada vez mais grave.


É urgente a formação de um pacto de salvação nacional.
 
por Raimundo Bacellar Tupinambá Moscoso
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