domingo, 21 de fevereiro de 2016

Refletindo sobre um assunto muito sério


“Nós estamos vivendo um tempo do pensamento único. Um pensamento que não admite questionamento e critica. É o pensamento do capitalista que se impõe por discurso que nos induz ao consumo e nos faz acreditar que consumir é preciso, mesmo que o trabalhador esteja desempregado. E ninguém ousa gritar: sem renda não tem como consumir, a não ser que o sujeito roube”. (Tomazia Arouche)   

O que mais preocupa o governo federal, além é claro, do processo de impeachment, é o aumento do desemprego em todo o país. Um problema que tende a se agravar, com a desaceleração da economia chinesa, a segunda maior economia do Planeta.

A crise financeira que se abateu sobre o país, ainda um reflexo da crise financeira internacional que começou em 2008, obrigou o governo federal a rever algumas políticas, como por exemplo, a da desoneração da produção, de aumento de juros, da manutenção artificial dos preços dos derivados de petróleo e de energia elétrica. Isso fez explodir a inflação que ultrapassou a casa dos dois dígitos, o que impactou o mercado de trabalho negativamente, provocando a queda bastante acentuada do consumo e a consequente redução da produção.

Um país que convive com um crescimento ainda alto nas classes C, D e E, o que obriga uma cada vez maior geração de emprego, não pode se dar ao luxo de usar robô, computador e outras tecnologias em larga escala na indústria, comercio, agricultura e no setor de serviços. Como por exemplo, uma tecnologia que substitui os cobradores de ônibus. Nos EUA não existe mais a figura do abastecedor de veículos. O cliente mesmo abastece o seu próprio veículo. Isso representa menos emprego formal.

Com base nesses relatos é fácil concluir que sem que haja um pacto pelo trabalho, o homem se tornará obsoleto, sem lugar no mundo e como alternativa só lhe restará ingressar no exército, na indústria e no mercado da contravenção. Um mercado de trabalho flexível, onde o trabalhador trabalha pouco, ganha relativamente bem e ainda recebe uma cota de alucinógeno que lhe permite fugir da realidade cruel que o rodeia.    

No capitalismo, o lucro justifica a eliminação do homem da linha de produção, do chão da fábrica e dos salões de vendas. Com a venda de produtos pela Internet, as lojas existentes nos estados não produtores tendem a desaparecer.

por Saint Clair Collares Moreira 

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