terça-feira, 12 de abril de 2016

"A esperteza e a falta de pudor, quando é demasiada, come o dono"



A história no Brasil se repete como farsa. O vazamento de uma mensagem no Whatsapp gravada pelo vice-presidente da república, Michel Temer onde o presidente do PMDB sugere que já sabia por antecipação do resultado da votação da comissão do impedimento da presidenta Dilma Rousseff (o que se afigura um vício na votação), a exemplo do então candidato a prefeito da cidade de São Paulo, FHC que sentou na cadeira de prefeito antes da eleição, pode ter sido um tiro que saiu pela culatra. É que para muita gente, esse vazamento foi intencional, com o fito de preparar à nação para uma eventual vitória de Eduardo Cunha sobre a presidenta Dilma Rousseff, o que levaria Temer a assumir o governo.

Um pouco de história: “A formalidade durante a transmissão do cargo de prefeito de São Paulo foi quebrada em 1986 quando Jânio Quadros desinfetou a cadeira que iria ocupar pelos próximos três anos. Por mais que as campanhas eleitorais tenham sido quentes, as disputas e desavenças entre os candidatos costumam terminar no dia da votação e não transbordam para o dia da posse. Mas não foi assim na campanha de 1985. Incomodado por Fernando Henrique Cardoso, candidato do PMDB, ter posado para a imprensa sentado na cadeira do prefeito um dia antes da eleição (14 de novembro), o prefeito eleito, logo depois de ser empossado foi até o seu novo gabinete com uma lata de inseticida e 'desinfetou' a cadeira, “gostaria que os senhores testemunhassem que estou desinfetando esta poltrona porque nádegas indevidas a usaram”, declarou para todos os que estavam na sala. E completou, “porque o senhor Henrique Cardoso nunca teria o direito de sentar-se cá e o fez, de forma abusiva. Por isso desinfeto a poltrona”.

Esse ato falho ou uma inconfidência do vice-presidente Michel Temer, reforçou na sociedade brasileira o argumento dos petistas que o acusam de conspirador. Qualquer que tenha sido a intenção de Temer, a sua situação ficou insustentável, porque ele perdeu o respeito do povo brasileiro.

A melhor a saída para o Brasil é a realização de uma nova eleição.  
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