quarta-feira, 20 de abril de 2016

O Brasil vive hoje uma luta de classes sociais


O Brasil vive hoje uma luta de classes sociais. De um lado os conservadores (a elite rica e branca). Do outro lado os pobres (negros, índios, favelados e despossuídos) e excluídos pelo sistema.

Neste momento no Brasil, está ocorrendo, sem o recurso da ideologia e da luta armada, um fenômeno social que poderá provocar profundas transformações na sociedade brasileira, que é a luta de classes. O processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff é o nervo exposto dessa dicotomia. É que a elite rica e branca quer o fim da era petista, enquanto que o Brasil profundo, dos grotões, dos pobres e dos esquecidos, quer a continuidade do governo que os representa.

Embora a elite petista (a cúpula do PT), não represente os excluídos e deserdados, o Partido dos Trabalhadores (PT), ainda é identificado com a estratificação mais baixa da população brasileira. Assim como foi Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) na era Vargas.

Caso a elite consiga apear Dilma Rousseff do poder, o seu substituto levará o que ainda resta desse mandato, mas, dificilmente obterá sucesso no seu esforço para harmonizar e promover uma concertação política e para reconquistar a confiança dos investidores. Num curto espaço de tempo é pouco provável que os investidores optem pelo Brasil.
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