terça-feira, 19 de abril de 2016

O PSDB tira o corpo fora

“O PSDB seguirá o mesmo princípio: ajudará no que for preciso para tirar o PIB do chão, mas sem ocupar cargos. Se alguém no partido decidir integrar um ministério, terá de fazê-lo na cota pessoal de Temer.”

Essa decisão do PSDB foi tomada, após a votação da admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff pela Câmara Federal, num encontro que reuniu o vice-presidente da república Michel Temer e o senador Aécio Neves que se fez acompanhar nesse encontro do ex-presidente do Banco Central, o economista Armínio Fraga que foi convidado nessa oportunidade por Temer para assumir o ministério da Fazenda num eventual governo do PMDB. Um convite que descartado de pronto por Fraga.

Os motivos que levaram Armínio Fraga a recusar esse convite inoportuno, foram dois: o primeiro, porque quem assumir essa pasta no próximo governo, sofrerá o mesmo desgaste de Joaquim Levy e o segundo, o fato de o PSDB não querer se comprometer com um governo que na melhor das hipóteses, fará as reformas políticas, o que produzirá um desgaste muito grande no partido do governo.

O PSDB poderá até votar alguns projetos do ainda improvável governo Temer, desde que o projeto não seja uma maldade. É que os tucanos estão focados em 2018.

No fundo, o PSDB torce para que um eventual governo do PMDB naufrague. No dia seguinte a posse de Temer, o pragmatismo deverá prevalecer nas hostes tucanas. É assim que a coisa funciona na política. Quem viver verá!
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