segunda-feira, 11 de abril de 2016

Onde está a saída?



Respondo a essa pergunta, com uma afirmação bastante contundente: num pacto político, econômico e social. Sem um pacto que promova a pacificação e o entendimento nacional, não há salvação à vista, ainda mais se o PMDB for a única alternativa ao governo do Partido dos Trabalhadores (PT) e do PMDB. Sim, um governo também do PMDB, porque o partido de Michel Temer continua com seis ministérios e mais de 600 cargos no segundo e terceiro escalões do governo federal.

Como já disse aqui neste espaço inúmeras vezes, não dá para dissociar o PMDB do governo da presidenta Dilma Rousseff. Quem tentar fazê-lo ou é um cínico ou uma pessoa mal intencionada.

Como nenhum brasileiro com estatura moral e política ousa propor ao país um pacto ou uma concertação nacional e o Superior Tribunal Eleitoral (STE) não cassa a chapa Dilma-Temer é bem provável que o impeachment acabe se impondo e o governo acabe caindo no colo de Michel Temer e, como consequência dessa irresponsabilidade, o Brasil mergulhe num caos total, onde ninguém estará a salvo. 

A saída mais inteligente para esse imbróglio em que nós nos metemos é um pacto coordenado pela CNBB, que reúna políticos da situação, oposição, entidades empresariais, centras sindicais, a OAB, a UNE e o MST, sob a observação e com o aval das Forças Armadas. 
 
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