quinta-feira, 2 de junho de 2016

"Os que vêm por último são sempre mais zelosos II"



Todo governo quando começa, costuma atribuir todos os problemas existentes e os ainda por vir ao governo que lhe antecedeu. Isso é praxe. Mas, com o tempo, a verdade acaba sendo restabelecida e o povo acaba descobrindo quem de fato merece crédito. Se o governo presente ou o governo passado.

O governo provisório de Michel Temer que começou há 22 dias, pelo visto, herdou o caos, porque só se ouve falar de desmando administrativo e desequilíbrio financeiro. O que parece ser uma contradição, porque, nem bem, Temer assumiu o governo e já concedeu um estratosférico aumento aos servidores públicos. A soma de todos os reajustes previstos nos 15 projetos aprovados pela Câmara Federal, com o aval do governo, vai gerar impacto de mais de R$ 50 bilhões em quatro anos nas contas públicas.    

Se a situação do país é crítica, o certo seria esse governo provisório não conceder reajustes, sobretudo, para os servidores que já percebem salários espetaculares, como os ministros do STF, STJ TSE, desembargadores, juízes, promotores de justiça, defensores públicos e delegados de polícia. Reajuste de salários no plano federal, acaba resultado em equiparação salarial em cadeia.    

Que o Brasil atualmente enfrenta sérias dificuldades de caixa, isso todo mundo sabe, porque o governo afastado, já vinha reclamando e cobrando do Congresso Nacional à aprovação de leis que permitisse ao governo estancar o rombo das contas públicas e arrecadar mais para que o governo voltasse a investir.   

O governo Temer que anda criando um pânico na sociedade brasileira, com o fito de desmoralizar o governo Dilma Rousseff, para vir a se tornar um governo definitivo, em que pese essa “crise apocalíptica” produzida por esse novo governo, ainda não anunciou corte de despesas, aumento da carga tributária e vive afirmando que os programas sociais herdados do governo afastado, serão todos mantidos e na medida do possível, ampliados.
  
A constatação, com base no que vem anunciando os ministros da Fazenda, do Planejamento e o próprio presidente da república- de que a crise que vem sendo alardeada não é assim tão grave e preocupante, leva o povo brasileiro a se convencer de que o verdadeiro motivo do processo de impedimento da presidenta Dilma Rousseff é a salvação de políticos peemedebistas das garras da Operação Lava-Jato. Agora, resta saber se o governo Temer vai ter o desplante de querer intervir nessa operação.     
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