terça-feira, 12 de julho de 2016

O Congresso Nacional é a cara do Brasil



“A gente é torto igual a Garrincha e Aleijadinho. Ninguém precisa consertar. Se não der certo a gente se virar sozinho. Decerto então nunca vai da”. (Vicente Barreto e Celso Viáfora)


O povo brasileiro esclarecido, costuma dizer que o Congresso Nacional não o representa. Não o representa, porque é formado na sua expressiva maioria, por parlamentares que se elegem com base no poder econômico, o que elimina qualquer tipo de compromisso do suposto representante para com o representado.

O estado do Piauí já teve um deputado federal, eleito seis vezes, sem ter residência fixa no seu estado de origem, o ex-deputado Mussa Demes. No estado do Piauí ele só vinha a passeio. Esse é apenas uma das facetas do congressista brasileiro, que para se eleger, não precisa ter um bom discurso, grandes propostas e nem residir no estado que pretende representar. Desnecessário dizer que o dinheiro é a mola mestra da política.

Cerca de 60% dos deputados federais tem pendência na justiça. Dos 513 deputados federais inscritos para a votação que decidiu sobre o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, ocorrida no último domingo (17), 298 já foram condenados ou respondem a processos na Justiça (inclusive eleitoral) ou Tribunais de Contas. No Senado

O deputado recordista em termos de números de processos, de acordo com a Transparência Brasil, é membro da Mesa Diretora da Câmara. Beto Mansur (PRB-SP), 1ª Secretário da equipe presidida por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem 47 processos na Justiça. Em tempo: esse senhor é um dos candidatos à sucessão do presidente Waldir Maranhão. E durma-se com um barulho desses.

O Congresso Nacional não poderia ser diferente, uma vez que essa instituição é formada por nós brasileiros, um povo que tem o mesmo caráter de Macunaíma, o herói idealizado e criado pelo escritor Mário de Andrade.
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