terça-feira, 5 de julho de 2016

O ilegítimo governo provisório Temer

O governo provisório de Michel Temer é ilegítimo, porque formado por políticos remanescentes dos governos Dilma-Temer, como os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Geddel Vieira Lima (das Relações Institucionais) e Moreira Franco (da Infraestrutura), para ficar só nos mais emblemáticos.

O governo do PMDB que para apear Dilma Rousseff do poder, usou um discurso de contenção de gastos e moralização do poder, ao assumir o poder vem fazendo exatamente o contrário, ou seja, vem aumentando os gastos do governo, ao conceder aumentos estratosféricos aos servidores públicos e ao conviver com políticos investigados pela Operação Lava Jato e denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF). 

O governo “austero” de Michel Temer, concedeu um aumento maior aos beneficiários do programa Bolsa Família do que o proposto por Dilma Rousseff, concedeu um aumento estratosférico aos servidores públicos do Poder Judiciário e acelerou a liberação das emendas dos parlamentares. Essas emendas que são estratégicas nas relações entre governo e Congresso, para a aprovação de projetos dos interesses do Poder Executivo.

Temer não tem vocação para estadista e só pensa em assumir em definitivo o governo, mesmo que para conseguir o seu intento, comprometa ainda mais as finanças do país.

Na última pesquisa CNI/Ibope, o percentual de pessoas que consideram o governo de Michel Temer ótimo ou bom é 13%, contra 10% de Dilma. Já os que avaliam o governo Temer como regular somam 36%. Em março, 19% disseram que o governo de Dilma era regular. Esse é o governo sério e rigoroso prometido pelo PMDB. Me engana que  eu gosto!
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