quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A beleza e a juventude enganam


Tudo é vaidade. A vaidade é como correr atrás do vento ou do rabo. Como ninguém consegue alcança-los, tudo resulta inútil e sem sentido.

A doença nos chama à razão. É que quando adoecemos, nos damos conta das nossas fragilidades, das nossas limitações, da nossa finitude, da nossa transitoriedade e do nosso declínio. Como quando jovens, pouco adoecemos, a manifestação de qualquer doença é como um alerta para atentarmos para os primeiros sinais de velhice.

Tudo na vida passa: o nosso animo, o nosso tesão, a nossa autoconfiança, a nossa segurança, a fé no futuro e a nossa quase certeza de eternidade. Ocorre que o ser humano, até mesmo na presença da morte, acredita piamente que só o outro morre. Quando lamentamos a morte de alguém é como se essa fatalidade nunca fosse nos atingir. Ledo engano esse nosso, porque a única certeza que o ser humano tem é da precariedade da vida e da inevitabilidade da morte.

Reflexão

Quando vejo uma pessoa acabrunhada e com sinais exteriores de velhice, me descubro nessa pessoa. Nela vejo o meu futuro e descubro que tudo nesta vida é passageiro e que todos nós teremos um mesmo destino: a velhice e a morte. Um destino inevitável.

Por Tomazia Arouche
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