sábado, 11 de março de 2017

E agora, Padilha?



Sozinho no escuro qual bicho-do-mato, sem teogonia, sem parede nua para se encostar, sem cavalo preto que fuja a galope você marcha, José! José, para onde?” (Carlos Drummond de Andrade)

O presidente Michel Temer quer o retorno do ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha ao batente, para que sua volta ao trabalho aparente um clima de tranquilidade ao seu governo, que está sob fogo cruzado e precisa aprovar a reforma da previdência, para que ele ganhe uma sobrevida.

Mas, diante de tantas acusações que pesam contra esse ministro e amigo particular do presidente Michel Temer, o seu retorno não é aconselhável, porque o tiroteio sobre ele tende a aumentar na medida em que o procurador-geral da república (PGR), Rodrigo Janot, apresente os inquéritos da Operação Lava Jato ao STF.

A situação de Eliseu Padilha é quase insustentável, porque são tantas acusações contra ele, que a sua defesa é praticamente impossível, sendo que a mais grave é a que foi feita pelo advogado José Yunes, um ex-assessor do presidente Temer e amigo há mais de 50 anos do principal mandatário. No depoimento que deu ao MPF, José Yunes disse que serviu de mula involuntária do ministro Padilha.

Em um dos trechos de sua delação de Cláudio Melo Filho, o ex-executivo da Odebrecht diz que “sempre soube” que Eliseu Padilha representava a figura política de Temer e que, por isso, resolveu manter contato permanente com ele. E agora, Padilha?
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