quarta-feira, 12 de abril de 2017

Robotização mata o trabalho e reduz o peso dos salários nas economias

Um estudo recente do FMI aponta para a perda do peso dos salários nas economias mais desenvolvidas. Devido à robotização, os rendimentos do trabalho têm perdido terreno para o capital, uma trajetória descendente iniciada há trinta anos.

Num registo mais positivo, a diretora do FMI afirmou esta quarta-feira, em Bruxelas, que a economia mundial deverá crescer, embora esse crescimento possa ser afetado por políticas protecionistas. Uma afirmação que é vista como um recado para o presidente norte-americano, Donald Trump.

“Após seis anos de crescimento fraco, a economia mundial começa a acelerar o que poderá criar mais empregos, salários mais elevados e uma maior prosperidade”, anunciou Christine Lagarde (foto).

Lagarde abordou ainda as negociações com a Grécia. A responsável do FMI afirmou que as conversações com Atenas e os seus credores da zona euro estão apenas “a meio caminho” e voltou a apelar para um alívio da dívida grega. Em 2015, a Grécia assinou um terceiro programa de assistência financeira no valor de 86 mil milhões de euros que deverá vigorar até 2018. Com Euronews

Benoît Hamon não está sozinho. A proposta do socialista francês de tributar robôs com um imposto para compensar os empregos destruídos pelas máquinas inteligentes está sendo debatido nas últimas semanas com intensidade.

A economia mundial começa a acelerar, mas o mercado de trabalho para humanos, mantém-se estagnado, porque a robotização e automação estão substituindo o homem e a mulher na indústria, na agricultura e até no comércio.
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