terça-feira, 4 de abril de 2017

Gilmar Mendes quer impor sua vontade ao país



''Em geral, o Tribunal faz um juízo de ponderação levando em conta várias variáveis, a complexidade do tema, a relevância da imputação, da acusação. E faz uma análise tendo em vista toda a complexidade. Certamente, a partir de amanhã, nós vamos começar essa discussão com todas as suas implicações”, opinião do presidente do STE, ministro Gilmar Mendes.

Pai da Pátria é um título simbólico, com origens na figura do patriae da Roma Antiga, que tem em alguns países servido para simbolizar o papel preponderante de determinada personalidade na formação da unidade nacional ou de sua independência. Assume, assim o patriae, o papel de modelo de heroísmo, sendo digno de respeito e veneração da nação. Esse nos parece não ser o caso do ministro do STF, Gilmar Mendes que aparenta agir, muito mais por vaidade e interesses pessoais do que como herói nacional; como alguém que faz da sua vida um escudo para livrar e proteger sua pátria de um destino trágico.

O ministro Gilmar Mendes, que em qualquer oportunidade pousa como alguém que está acima dos seus pares e age como quem deseja enquadrar os seus iguais, transmite para a opinião pública, a imagem de uma pessoa arrogante e que pretende se impor aos demais, não pelo convencimento, mas pela sua vaidade exacerbada. E isso não constrói.

Na sua manifestação mais recente, sobre o julgamento da chapa Dilma-Temer no Superior Tribunal Eleitoral (STE), o presidente dessa corte, o ministro Gilmar Mendes, se manifesta como quem pretende influir no julgamento dos ministros que irão julgar esse processo de cassação, onde não cabe juízo de ponderação, pois se trata do julgamento de uma fraude, segundo o impetrante da ação que resultou nesse julgamento, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Um nome pomposo dado a um partido, que segundo a Operação Lava Jato está envolvido até a medula no escândalo do Petrolão, assim com o Partido dos Trabalhadores (PT); o partido que foi apeado do poder por um movimento conspiratório e que acabou sendo desmascarado pela Força Tarefa da Lava Jato. Uma operação que está revelando ao país, os sabotadores de Dilma e do PT, os conspiradores que assumiram o poder em lugar de Dilma e companhia. Uma conspiração planejada e conduzida por peemedebistas, a maioria deles já defenestrados do poder, sob a acusação de atos não republicanos.

É essa gente que o ministro Gilmar Mendes está a defender sua permanência à frente dos destinos desta pátria. “Podbre Brasil”.

Por Joachim Arouche
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