terça-feira, 2 de maio de 2017

Bill Gates também defende a tributação dos robôs



Benoît Hamon não está sozinho. A proposta do socialista francês de tributar robôs com um imposto para compensar os empregos destruídos pelas máquinas inteligentes está sendo debatido nas últimas semanas com intensidade. E a culpa pelo alvoroço é em parte de Bill Gates. O fundador da Microsoft juntou-se ao movimento do imposto sobre robôs, que até agora parecia território exclusivo de socialistas e sindicalistas”.

É verdade que já faz algum tempo que as previsões falam de um avanço mais ou menos irrefreável dos robôs. Que conquistarão fábricas e escritórios deslocarão com as suas presenças os humanos com direito a férias, décimo terceiro, FGTS, licença médica e greves.

O homem no mundo atual disputa cada vez mais uma vaga no mercado de trabalho com a máquina. A máquina que melhora, que aumenta a produtividade e consequentemente aumenta os lucros do empresário. O mundo ideal para os empresários que só conseguem enxergar o aumento dos lucros e a competitividade.

A automação e a robotização do mercado de trabalho no Brasil, já são uma realidade, e nas planilhas dos nossos economistas não constam dados concernentes à presença das máquinas nas linhas de produção, na atividade comercial e na atividade agropecuária.

“Segundo o economista francês Thomas Piketty, a sociedade está a regredir rumo às desigualdades extremas, em termos de distribuição de rendimentos, que se viviam na altura de Austen e Balzac. “Se os robôs vierem a substituir totalmente a força de trabalho, que rendimento disponível terão as pessoas para comprar os produtos feitos por esses mesmos robôs?” pergunta esse economista. Refletir sobre essa pergunta incomoda e preocupante se faz necessário.

“Os governos têm de parar de fingir que os níveis de emprego vão regressar ao que eram antes e começar a refletir sobre o mundo pós-trabalho. Muitos especialistas, como Tim Dunlop defendem um rendimento básico universal e uma forma de recolhimento para um fundo social como uma medida política necessária na transição social para um mundo onde o trabalho deixa de ocupar um lugar central no dia a dia das pessoas”.

O que não pode ser ignorado nessa discussão sobre a centralidade do trabalho e que se impõe - é a substituição do homem pelo robô e pela automação generalizada e sem disciplinamento. Disciplinar o emprego, o uso do robô e do computador nas empresas necessário e urgente. É urgente a necessidade das famílias diminuírem o número de filhos. Colocar filhos num mundo de incertezas e de insegurança beira a irresponsabilidade, egoísmo mesmo, ausência de consciência política ou baixa ou nenhuma escolaridade. Com o jornal El País na sua versão Online. 


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