sexta-feira, 28 de julho de 2017

Com Temer no comando, não há salvação possível

O pessimismo desestimula o consumo, a desconfiança e a insegurança jurídica inibem os investimentos - e a ausência de fé no futuro do país, cria um clima propício ao aumento do desemprego”. (Tomazia Arouche)

O que o Brasil mais precisa neste momento é de otimismo, confiança e fé. De otimismo, que nada mais é que acreditar que tudo resultará o melhor possível. De confiança, que significa ter coragem para confiar na capacidade de resiliência do seu povo em superar as adversidades. De fé, uma atitude própria de quem acredita no seu destino.

Esses três sentimentos são necessários na vida de uma nação, porque imbuídos deles, o povo se sente encorajado para lutar e vencer uma barreira que se apresenta quase como que intransponível. Mas, para que isso venha a acontecer, o cidadão(ã) precisa confiar na capacidade de liderança e nas boas intenções daqueles que estão no comando do país.

Esse parece não ser o caso do Brasil, que tem um presidente da república com índices de desaprovação próximos de zero, como diz um artigo assinado pelo jornalista Ricardo Noblat no seu blog, no dia de hoje.  

O presidente da república, Michel Temer, não goza da confiança do povo brasileiro e portanto, se apresenta como um presidente ilegítimo, porque sem credibilidade, conforme as últimas pesquisas que apontam uma aprovação do seu governo de apenas 5%, o menor índice desde o início da série histórica do instituto, que teve início em março de 1986. Antes do resultado de Temer, o pior havia sido o do ex-presidente José Sarney, que em junho/julho de 1989 teve 7% de ótimo/bom.

Um governo sem credibilidade perante a população, não reúne as condições mínimas necessárias para liderar um esforço de salvação nacional, capaz de retirar o país de uma série de crises agudas, de natureza política, econômica, social, moral, ética e caminhado para a mais grave de todas: uma crise institucional.    
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