quarta-feira, 19 de julho de 2017

Um presidente irrelevante





O tratamento dispensado ao presidente Michel Temer na reunião do G-20, quando o principal mandatário do Brasil foi praticamente ignorado, revela o pouco caso que os mais ricos países do mundo fazem de um presidente que tem um baixíssimo índice de aprovação. Algo em torno de seis por cento. Nesse encontro Temer não teve nenhuma reunião bilateral.

No mês de setembro, Temer irá participar de uma reunião do grupo BRICs (um grupo de países formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e a África do Sul) na província Xiemen na República Popular da China, se ainda for presidente até lá. Na China, Michel Temer poderá ter uma melhor sorte, haja vista, o Brasil ser um dos mais importantes membros desse bloco econômico, graças ao papel desempenhado pela presidenta Dilma Rousseff na formação do BRICs, um grupo de países capaz de fazer frente aos EUA. A criação de um banco do próprio BRICs visa substituir ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Mundial.   

No exterior, o substituto da ex-presidenta Dilma Rousseff no comando do país, é tratado como um chefe de governo que poderá ser defenestrado do poder a qualquer momento. Esse entendimento que os países que Temer acaba de visitar tem da realidade brasileira, é que faz com que o nosso presidente seja tratado como alguém irrelevante.  

Nessas suas viagens ao exterior Michel Temer, tenta passar para o país a ideia de tranquilidade. Aparente tranquilidade, porque internamente este país está mergulhado numa onda de crises que ameaçam o futuro deste país como nação.  
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