segunda-feira, 18 de março de 2019

Leitura dinâmica

Comunismo é coisa do passado. O presidente da república Jair Bolsonaro ao afirmar nos EUA que “o comunismo não pode imperar”, apela para um discurso velho e ultrapassado que nem mesmo os Estados Unidos da América (EUA), o mais ferrenho inimigo dessa doutrina social não usa mais, dado ao desinteresse dos povos oprimidos e explorados por uma doutrina que se revelou na prática tão ou mais perversa contra o trabalhador do que o capitalismo. O fim do comunismo foi decretado com o fim do Muro de Berlim. Bolsonaro que escolha outro discurso, porque esse não agrada, nem mesmo aos inspiradores.

A Suprema Corte não tem apoio popular

Soube através da imprensa que o presidente do Superior Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli (da cota de Lula), saiu em campo em busca de apoio de parlamentares ao poder que preside. Uma ideia no mínimo absurda, porque com essa sua iniciativa, Dias Toffoli acaba se comprometendo com um poder que tem um número expressivo de parlamentares com pendencias judiciais. Isso não é bom para a democracia. O diálogo entre os poderes é até salutar, mas, buscar apoio para proteger o STF não diálogo é qualquer coisa parecida com comprometimento. Do tipo: você protege e eu te protejo.  

Uma união necessária e providencial

Em um encontro considerado histórico, oito governadores e um vice-governador assinaram nesta quinta-feira (14), em São Luís, um protocolo para criar o Consórcio Nordeste. A medida foi formalizada durante o Fórum de Governadores do Nordeste, no Palácio dos Leões. Todos os Estados nordestinos aderiram ao consórcio. Essa ideia não deixa de ser boa, porque como todo mundo sabe o presidente da república não vê com interesse uma região que se dependesse só dela, Jair Messias Bolsonaro não teria sido eleito. O que podemos destacar das linhas mestras que irão nortear esse consórcio? A sua ideia central que é por exemplo, poder negociar preços melhores e consequentemente reduzir custos, já que serão feitas compras conjuntas, com um volume muito maior. Também poderão ser feitas cooperações policiais muito mais intensas que as de hoje. A ideia é combater organizações criminosas interestaduais. E o que não fico explicito nesse primeiro encontro - é o poder de pressão que esses governadores unidos poderão exercer sobre o governo Bolsonaro. Não sei de quem partiu essa iniciativa, mas o que eu sei é que se trata de uma grande iniciativa.

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