Devido a impunidade que reina neste país, a corrupção no Brasil continua
prosperando e desafiando a justiça-, e tudo sugere que embora a Operação Lavo Jato
continue atuante, o crime do colarinho branco, como se convencionou chamar os
crimes praticados por corruptos, continua presente no nosso cotidiano.
A prisão no dia de ontem (21) de mais um ex-presidente da
república e um ex-ministro de estado pela Operação Lava Jato, ambos do MDB é a
confirmação de que nós vivemos num país, onde a corrupção permeia todo o tecido
social brasileiro e que ela começou no andar de cima, ou seja, no primeiro
escalão da política nacional e que ao longo de décadas e sucessivos governos esse
terrível mal se disseminou por todos os estados e municípios da federação,
criando uma cultura do roubo e do levar vantagem em tudo.
O problema da corrupção no Brasil assumiu um caráter cultural,
isto é, uma coisa que se adquire, cultiva e faz uso dela.
“A corrupção é possível,
mas, não é obrigatória, é algo que está no nosso dia a dia, mas, que não nos
coloca necessariamente a cometê-la”. Este é um conceito de corrupção dado
por Mário Sérgio Cortella, filósofo
brasileiro, ele nos remete ao pensamento de que a corrupção não é algo imposto,
e sim, uma escolha, as pessoas escolhem praticar um ato de corrupção para obter
alguma vantagem, desta forma, a corrupção não é um problema institucional ou
eminentemente político, a corrupção é um problema cultural, uma cultura em que
se escolhe ser corrupto.
Consciente desse câncer, dessa metástase (célula cancerosa), só
resta ao povo brasileiro extirpá-la, arrancá-la pela raiz através do voto
popular, elegendo tanto para o Poder Executivo, como para o Poder Legislativo,
brasileiros com boa formação ética, moral e espiritual. É muito difícil
encontra políticos brasileiros com esse perfil, mas, para nossa felicidade,
procurando com muito cuidado e critério poderemos encontrar pessoas sérias, altruístas
e comprometidas com um país decente. Com uma nova maneira de se fazer política.
O importante é não desanimar, não perder à esperança e não achar que tudo está
irremediavelmente perdido.
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