sexta-feira, 22 de março de 2019

O paraíso dos corruptos e do roubo generalizado


Devido a impunidade que reina neste país, a corrupção no Brasil continua prosperando e desafiando a justiça-, e tudo sugere que embora a Operação Lavo Jato continue atuante, o crime do colarinho branco, como se convencionou chamar os crimes praticados por corruptos, continua presente no nosso cotidiano.

A prisão no dia de ontem (21) de mais um ex-presidente da república e um ex-ministro de estado pela Operação Lava Jato, ambos do MDB é a confirmação de que nós vivemos num país, onde a corrupção permeia todo o tecido social brasileiro e que ela começou no andar de cima, ou seja, no primeiro escalão da política nacional e que ao longo de décadas e sucessivos governos esse terrível mal se disseminou por todos os estados e municípios da federação, criando uma cultura do roubo e do levar vantagem em tudo.

O problema da corrupção no Brasil assumiu um caráter cultural, isto é, uma coisa que se adquire, cultiva e faz uso dela.

A corrupção é possível, mas, não é obrigatória, é algo que está no nosso dia a dia, mas, que não nos coloca necessariamente a cometê-la”. Este é um conceito de corrupção dado por Mário Sérgio Cortella, filósofo brasileiro, ele nos remete ao pensamento de que a corrupção não é algo imposto, e sim, uma escolha, as pessoas escolhem praticar um ato de corrupção para obter alguma vantagem, desta forma, a corrupção não é um problema institucional ou eminentemente político, a corrupção é um problema cultural, uma cultura em que se escolhe ser corrupto.

Consciente desse câncer, dessa metástase (célula cancerosa), só resta ao povo brasileiro extirpá-la, arrancá-la pela raiz através do voto popular, elegendo tanto para o Poder Executivo, como para o Poder Legislativo, brasileiros com boa formação ética, moral e espiritual. É muito difícil encontra políticos brasileiros com esse perfil, mas, para nossa felicidade, procurando com muito cuidado e critério poderemos encontrar pessoas sérias, altruístas e comprometidas com um país decente. Com uma nova maneira de se fazer política. O importante é não desanimar, não perder à esperança e não achar que tudo está irremediavelmente perdido.

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