terça-feira, 27 de abril de 2010

Ciro agora chama o PMDB de quadrilha

Em sua terceira entrevista às vésperas de ser preterido pelo PSB na corrida presidencial, por imposição do presidente Lula ao partido, o ex-ministro e deputado federal Ciro Gomes (PSB) aumentou o tom dos ataques contra setores do PMDB, que classificou de “ajuntamento de assaltantes”. Disse que o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), cotado para ser vice na chapa de Dilma Rousseff (PT), é o “chefe da turma de pouco escrúpulo”.

Ciro disse acreditar que Dilma estaria “rendida” se vencer com o apoio de aliados desonestos.

— O PMDB, como partido, não tem problema. O PMDB tem tantas virtudes e defeitos como qualquer outro. O problema é a hegemonia. O problema é que quem manda no PMDB não tem nenhum escrúpulo, nem ético, nem republicano nem compromisso público.

Nada. É um ajuntamento de assaltantes, na minha opinião — disse Ciro Gomes, continuando: — O Michel Temer hoje é o chefe dessa turma, dessa turma de pouco escrúpulo. Sem dúvida.

Ataque também a institutos de pesquisa

Além do PMDB, do presidente Lula, dos presidenciáveis Dilma Rousseff e José Serra, o deputado Ciro Gomes criticou também os institutos de pesquisa: — O Ibope e o Sensus fazem qualquer negócio. O Datafolha é o único instituto que não se aluga a partidos e empresas — afirmou na entrevista à Rede TV!. Para Ciro, as pesquisas de intenção de voto não deveriam definir o lançamento de candidaturas.

— O importante é não entregar nem ao Datafolha, muito menos ao Ibope e ao Sensus, que fazem qualquer negócio, a consciência do futuro, do destino da nossa pátria — disse o deputado.

— Ninguém está ligado em campanha, só os políticos e os jornalistas, em grande tratativas, grandes jogadas, grandes manipulações.
Ciro manterá cargos no governo

PT, PMDB, PSB e Lula evitam reagir aos ataques do deputado

Na linha de evitar confronto com Ciro Gomes, como também têm feito petistas e peemedebistas atacados por ele, o PSB divulgou nota afirmando que o partido não cogita tirar cargos de Ciro no governo, como o ministro Pedro Brito, da Secretaria dos Portos. Nos bastidores, o Planalto avisou que Lula não iria mexer nos cargos de Ciro no governo — até para não atiçar ainda mais a ira do aliado magoado.

— Não tem o mínimo cabimento a discussão de cargos.

O presidente Lula não vai concordar em fazer ajustes de cargos dos partidos. Nós respeitamos Ciro. O problema de ele ser ou não candidato é do PSB — disse o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP). (O Globo)

siga no Twitter o blog Dom Severino ( severino-neto.blogspot.com) @domseverino

Nenhum comentário: