terça-feira, 27 de abril de 2010

A prioridade para alguns petistas passou a ser Wellington Dias

Se a base (a Arraia Miúda ) petista não reagir a tempo, o Partido dos Trabalhadores (PT) em 2011 estará reduzido à condição humilhante de uma força, apenas auxiliar

Daqui a alguns anos quando algum historiador piauiense se debruçar sobre a história política deste estado, atestará que o Partido dos Trabalhadores (PT), foi vítima da ambição pessoal de uma elite, capitaneada pelo ex-governador Wellington Dias, o presidente do partido Fabio Novo (um ex-tucano travestido de petista) a época e pelos deputados estaduais, eleitos juntamente com esse ex-governador, que por pensarem apenas nos seus projetos políticos pessoais e individuais, sabotaram o futuro de um partido que tinha tudo para se firmar no estado do Piauí, como uma grande força política, substituindo partidos tradicionais, como o PMDB.

Os que defendem uma aliança com o PSB a qualquer preço, ou seja, abrindo mão da indicação do candidato a vice-governador, estão a serviço daqueles que apostam no fim do Partido dos Trabalhadores no Piauí, porque não se admite, repito, que um partido que tem entre os seus filiados um ex-governador até aqui muito bem avaliado pelo eleitor piauiense e um presidente da república, cuja avaliação está chegando à estratosfera desista de continuar governando o estado, só para que Wellington Dias e os deputados estaduais petistas renovem os seus mandatos. Isso é a maior confissão de que quem manda no PT no estado do Piauí é Wellington Dias, que ao fracassar no acordo firmado com os claudinos tenta se manter na crista da onda, nos querendo fazer acreditar que ele ainda coordena o processo sucessório, quando quem hoje coordena de fato e de direito, o que sobrou da já morta e sepultada base aliada é o atual governador Wilson Martins.

Em tempo:

Com o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), fora da base aliada e trabalhando para eleger um candidato ao Senado da aliança que o senador João Vicente Claudino (PTB-PI) tenta montar, a eleição de Wellington Dias não pode ser encarada como favas contadas. Não vai ser fácil encarar os senadores Heráclito Fortes e Mão Santa, numa disputa. Eleger senador não é a mesma coisa de se eleger governador. Ainda mais, quando o ex-governador tem a pretensão de eleger também um outro candidato ao Senado, no caso o deputado federal Marcelo Castro (PMDB-PI). Isso só a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, Mas Roseana é Roseana.

Existe hoje no Piauí uma "conspiração do silêncio" a favor de Wellington Dias. Isso é bastante compreensível, pois se trata de um ex-governador, a quem a imprensa piauiense deve certamente muitos favores.

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