terça-feira, 27 de abril de 2010

O entrave reside nos custos, segundo o governo

Eu sempre fui a favor da criação de novos estados, porque está provado, que os estados com extensão territorial muito grande, não conseguem dar uma boa assistência aos municípios mais distantes.

No estado do Maranhão, a região tocantina sempre esteve em segundo plano, o mesmo acontecendo com a região sul do estado Piauí, que historicamente sempre foi esquecida pelos sucessivos governos piauienses.

Exemplos de sucesso do desmembramento de alguns estados são muitos, mas só o estado do Tocantins serve para ilustrar o que digo, a respeito da criação de novos estados. A criação do estado do Maranhão Sul, não encontrará nenhuma resistência de parte dos maranhenses, porque afinal de contas, eles passarão a ter dois estados ao invés de um; o estado do Maranhão e o estado do Maranhão do Sul, como aconteceu com o antigo estado do Mato Grosso.

Já os piauienses poderão impor alguma resistência na hora do plebiscito, porque além deles perderem parte do seu estado, o nome do novo estado, não guarda nenhuma relação com o estado velho. Mas isso é o de só menos importância.

Outro exemplo bem próximo que poderia ser citado, foi à criação de vários municípios a partir do município de São Raimundo Nonato. E sabe quem ganhou com isso? As populações dos municípios de Cel. José Dias, São Braz, Fartura, Dirceu Arcoverde e outros.

O único inconveniente que vejo neste exato momento para que esses sonhos passem a ser realidade, é o argumento que o governo federal sempre lança mão para impedir a criação de novos Estados, que é os custos. Um estudo do Ipea estima em R$ 832 milhões o custo fixo anual para a manutenção de um novo Estado. Fora isso, vale à pena lutarmos para que novos estados surjam.

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