Eu sempre fui a favor da criação de novos estados, porque está provado, que os estados com extensão territorial muito grande, não conseguem dar uma boa assistência aos municípios mais distantes.No estado do Maranhão, a região tocantina sempre esteve em segundo plano, o mesmo acontecendo com a região sul do estado Piauí, que historicamente sempre foi esquecida pelos sucessivos governos piauienses.
Exemplos de sucesso do desmembramento de alguns estados são muitos, mas só o estado do Tocantins serve para ilustrar o que digo, a respeito da criação de novos estados. A criação do estado do Maranhão Sul, não encontrará nenhuma resistência de parte dos maranhenses, porque afinal de contas, eles passarão a ter dois estados ao invés de um; o estado do Maranhão e o estado do Maranhão do Sul, como aconteceu com o antigo estado do Mato Grosso.
Já os piauienses poderão impor alguma resistência na hora do plebiscito, porque além deles perderem parte do seu estado, o nome do novo estado, não guarda nenhuma relação com o estado velho. Mas isso é o de só menos importância.
Outro exemplo bem próximo que poderia ser citado, foi à criação de vários municípios a partir do município de São Raimundo Nonato. E sabe quem ganhou com isso? As populações dos municípios de Cel. José Dias, São Braz, Fartura, Dirceu Arcoverde e outros.
O único inconveniente que vejo neste exato momento para que esses sonhos passem a ser realidade, é o argumento que o governo federal sempre lança mão para impedir a criação de novos Estados, que é os custos. Um estudo do Ipea estima em R$ 832 milhões o custo fixo anual para a manutenção de um novo Estado. Fora isso, vale à pena lutarmos para que novos estados surjam.
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