quinta-feira, 6 de maio de 2010

A economia mundial volta a sofrer novos solavancos

As notícias que nos vem da Europa, onde a economia da Grécia está derretendo, cujo presidente ao discursar ontem no Parlamento disse sem meias palavras que o seu país está à beira do abismo, depois que três pessoas foram mortas, após um incêndio provocado por uma multidão que saiu às ruas para protestar contra as novas leis que vão ser votadas, e que consequentemente irão provocar mudanças radicais na vida desse povo, para pior é claro, mas necessárias neste momento, diante de uma crise que não ameaça só a Grécia em particular, mas a Europa como um todo e a economia mundial como consequência.

No dia anterior a esse que detonou na Grécia uma onda de protestos, a Câmara Federal votava e aprovava uma lei de aumento aos aposentados e pensionistas de 7,7%, que em cinco anos representa uma despesa algo em torno de R$ 30 bilhões. Afora isso, a Câmara Federal também votou e aprovou o fim do fator previdenciário, uma lei criada no governo de Fernando Henrique Cardoso que impede a aposentadoria precoce, quando no Brasil aumenta a perspectiva de vida do povo. O aumento da perspectiva de vida, obriga os países a reverem o tempo das aposentadorias, senão, o sistema previdenciário não resiste. Vai à falência.

Nenhuma pessoa consciente é contra o aumento das aposentadorias e pensões, porque todo mundo sabe que neste país os aposentados e pensionistas sempre foram os mais sacrificados, mas um aumento dessa ordem, no futuro vai criar um sério problema para o país, sobretudo com o fim do fator previdenciário. Mesmo que o governo Lula não vete esse aumento, o fator previdenciário deverá ser mantido para o bem do país e das futuras gerações.

Os bancos europeus, segundo as últimas notícias que nos chegam do velho continente estão todos passando por uma situação muito difícil, e essa nova crise financeira que pipocou na Grécia e ameaça contaminar outros países da Europa como Espanha e Portugal, poderá atingir em cheio o Brasil, uma vez que existem grandes bancos europeus operando no Brasil. Essa crise poderá ter um efeito sistêmico, porque a economia mundial opera como vasos comunicantes.

Diante de um quadro de instabilidade mundial, o ministro do planejamento Paulo Bernardo, não deixa de ter razão, quando recomenda o veto do presidente ao fator previdenciário.

Em Tempo:

Qualquer que seja o próximo presidente do Brasil, com certeza irá receber uma herança maldita. As bolsas de valores despencaram todas, só com a notícia da crise grega.

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