"Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira." [Leon Tolstói]. Dessa frase do escritor russo Leon Tolstói, podemos fazer várias leituras.
O problema da violência é muito complexo. Mas vários fatores contribuem para o seu surgimento e manutenção. Entre eles está miséria, no que todo mundo concorda. A miséria que produz a desagregação familiar, a exclusão social (a falta de oportunidades de acesso a educação, a saúde e ao emprego). Este último, que quando digno - é capaz de resolver parte dos outros problemas.
Tentar querer resolver o problema da violência no Morro do Alemão, no estado do Rio de Janeiro, só através das armas é um grande equívoco, porque já está mais do que provado que a violência gera violência.. E não venha me dizer que a invasão do bairro do Alemão pelas Forças Armadas não violentou os direitos civis de um povo, que teve as suas casas invadidas pelo aparato das polícias Civil, Militar e asForças Armadas. Essa invasão do Morro do Alemão e da Vila Cruzeiro, é como se todos os moradores desse dois bairros fossem bandidos. É que todos os moradores foram tratados como marginais, quando as pesquisas indicam que só 2% da população dos morros vivem do crime.
As feridas abertas vão continuar existindo, não só lá nos morros do Rio de Janeiro, como em todos os estados, onde a miséria extrema, absoluta, faz parte do cotidiano das pessoas. Em todas as periferias das grandes metrópóles, a situação de abandono, de desassistência é igual. Um Morro carioca é igual à periferia de Teresina, porque nessa região o estado oficial não se faz presente. E é a ausência do estado oficial que abre caminho para o surgimento e crescimento do estado paralelo.
No Brasil se percebe como muita nitidez a dicotomia centro-periferia. As fotos procuram mostrar essa oposição.
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